O Livro de1 Coríntios 13Capítulo XIII 131 Coríntios 13 — O Capítulo do Amor

Sobre este capítulo

1 Coríntios 13 é chamado "O Capítulo do Amor". Mas é importante entender o contexto: Paulo estava escrevendo aos coríntios que discutiam sobre dons espirituais — quem tinha o maior dom. No meio dessa discussão, Paulo faz uma pausa e diz: mesmo que você fale línguas angelicais, profetize, mova montanhas com fé, dê tudo aos pobres, até entregue seu corpo para ser queimado — sem amor (agape), você é nada. O tipo de amor aqui não é phileo (amizade), nem eros (romance), nem storge (afeto familiar). É agape — amor de escolha, amor-ação, amor que persiste independente de receber retorno. Paulo lista quinze características deste amor: paciência, benignidade, não inveja, não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca o próprio interesse, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, folga com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Três verbos-presente-contínuo no final: o amor é ativo, não passivo. O capítulo termina comparando esta vida e a eterna: agora vemos por espelho, em enigma; depois face a face. Agora conheço em parte; então conhecerei como também sou conhecido. Fé, esperança e amor permanecem — "mas a maior destas é o amor."

Carta a uma igreja jovem e dividida em Corinto (c. 55 d.C.). Capítulos 12-14 tratam dos dons espirituais; o capítulo 13 é o "interlúdio do amor" no meio dessa instrução.

Leia em casamentos, em conflitos familiares, em momentos de tentação de magoar — e pergunte: estou amando assim?
1Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. 2E ainda que eu tivesse o dom de profecia, conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, a ponto de mover montes, se eu não tivesse amor, nada seria. 3E mesmo que eu distribua toda a minha fortuna para ajudar os pobres, e mesmo que eu entregue meu corpo para ser queimado, se eu não tiver amor, nada disso me valerá. 4O amor é paciente, é benigno; o amor não é invejoso, não se vangloria, não se ensoberbece; 5Não se porta de maneira inconveniente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita facilmente, não suspeita o mal. 6Não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade; 7Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8A caridade nunca acaba; as profecias, porém, serão anuladas; as línguas, cessarão; e o conhecimento, será aniquilado. 9Porque em parte conhecemos e em parte profetizamos; 10Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado. 11Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança, pensava como criança; mas, quando me tornei adulto, deixei para trás as coisas de criança. 12Porque agora vemos como em um espelho, de forma obscura; mas então veremos face a face. Agora conheço em parte; mas então conhecerei plenamente, assim como também sou plenamente conhecido. 13Agora, permanecem essas três: a fé, a esperança e o amor; porém, a maior delas é o amor.

Temas

amor ágapedons espirituaisfé esperança amormaturidadeeternidade

Versículos-chave

  • v. 1

    Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor

  • v. 4

    O amor é sofredor, é benigno

  • v. 7

    Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta

  • v. 13

    Agora pois permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor

Através das Escrituras

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